sábado, 31 de dezembro de 2016

Fechamento – Dezembro/2016 – R$ 70.870,17 (+R$ 2.548,78 ou +3,73%)




 Eu correndo para ultrapassar a marca de R$ 70K






Olá amigos.

Vamos ao último fechamento de 2016.




Finanças


Um mês para fechar com chave de ouro o ano de 2016. Eu consegui alcançar e ultrapassar a marca de R$ 70K, que parecia impossível para mim em 2015, e também consegui ultrapassar a meta de aporte.

Encerro 2016 com um patrimônio quase R$ 25K maior que dezembro/2016, e com quase R$ 18K de aporte.

Planilha de acompanhamento de rendimentos by AdP (http://alemdapoupanca.blogspot.com.br/)

Educação
De férias da pós-graduação, depois de duas provas bem difíceis. E como as aulas retornam somente no meio de janeiro, tenho mais um período de férias dos estudos. Percebi que 10 pessoas desistiram do curso ao longo de 2016, sendo que no início eram 40 alunos na sala e o curso somente termina em 2018. Eu não fico muito preocupado, pois vejo isso como redução da concorrência no mercado de trabalho.

Vida profissional
Os chefes saíram de férias no meio de dezembro, enquanto eu fiquei direto entre natal e ano novo, sem perspectivas de férias tão cedo. É ruim ter que trabalhar nessa época, mas sem os chefes o ambiente fica muito mais leve e descontraído.
Dois amigos meus foram demitidos agora no final de dezembro, e não sabem se vão receber a recisão/verba indenizatória. Situação bem complicada.
Muita gente da empresa preocupada com as (possíveis) novas regras para aposentadoria. Eu tentei explicar a importância de economizar para no futuro não depender de governo/previdência social, mas os inseridos na matrix não conseguem enxergar que o modelo de previdência social está falido.

Cada vez mais penso em empreender ou começar carreira como autônomo, realmente é muito ruim ter de suportar a selva corporativa. Vou me aprofundar nisso em 2017, para tentar algo nestas áreas em 2018.

Saúde
Senti evolução na prática do novo esporte (natação) na academia, mas realmente me falta motivação para ir sempre. Tanto que faltei em alguns dias. Mas consegui atingir 88Kg em dezembro, uma excelente marca para um quase sedentário (8Kg a menos que dezembro/2015).

Conclusão
Ótimo mês e, apesar de tudo, um ótimo ano também. Trabalho muito puxado, mas com realizações nas áreas de educação/conhecimento e financeira.

Aproveito para registrar aqui as metas de 2017:

- Fácil: Manter R$ 2K de aporte mensal
- Média: Atingir 85Kg
- Difícil: Alcançar R$ 100K
- Quase impossível: Mudar de emprego e/ou conseguir promoção

Gostaria de agradecer a todos que comentaram nestes 4 meses de blog, e também pelos 3500 views.

Um feliz 2017 para todos.

Sucesso

Abraço

domingo, 18 de dezembro de 2016

Por que existem tantos chefes incompetentes?


Olá amigos.



Quantas vezes vocês já se perguntaram: “o que o meu chefe tem que eu não tenho?” ou “Como ele ainda não foi demitido?”. Calma, isso é reflexo dos chefes incompetentes. Mas por que isso acontece?



Competência é a habilidade de fazer alguma coisa, de maneira correta, com qualidade/rapidez. Pode ser dirigir um carro, operar uma máquina, fazer contas, praticar um esporte, etc. Recentemente, os cursos e livros da área de Gestão de Pessoas e RH começaram a tratar a competência como uma combinação de três coisas, CHA, que seriam: Conhecimento (saber a parte teórica de um assunto ou atividade), Habilidade (saber a parte prática de uma atividade ou assunto, repetindo várias vezes para criar reflexo muscular/mental de maneira que possa fazer automaticamente aquilo) e Aptidão ou Atitude (querer fazer uma determinada atividade ou aplicar um determinado conhecimento).

Com base nestas informações, quando alguém vai iniciar uma tarefa na empresa, ou vai assumir um novo cargo, é necessário garantir que esta pessoa tem as competências (CHA) para esta nova função, seja por meio de treinamento formal (cursos em escola/SENAI) ou informal (dentro da empresa, também chamado de treinamento prático ou “on the job”, basicamente ver alguém fazer e copiar o que ela faz).



Tá João, e a incompetência, onde entra nessa história?”



Incompetência, por outro lado, é a incapacidade de realizar uma tarefa. O melhor exemplo para isso é: se você pegar uma tartaruga, e tentar fazê-la subir em uma árvore ou em um poste, ela jamais conseguirá fazer isso sozinha, a menos que alguém coloque-a lá em cima. Com isso, podemos dizer que a tartaruga é incompetente para subir em árvores ou postes.


 "A tartaruga no poste/árvore. Você sabe que ela não subiu lá sozinha, que ela não pertence a aquele lugar, e que ela não sabe o que fazer enquanto está lá em cima. Todos se perguntam porque alguém colocaria uma tartaruga lá em cima, em primeiro lugar"


No final dos anos 60, o professor canadense Laurence J. Peter lançou um livro chamado “O Princípio de Peter” (em inglês, “The Peter Principle”). Este professor era especialista em comportamento e estudava as hierarquias, ou seja, as relações de poder/comando dentro das empresas. Neste livro, por meio de vários exemplos com empresas de diferentes ramos e tamanhos, o autor lança o seguinte conceito:



“Em um sistema hierárquico, todo funcionário tende a ser promovido até ao seu nível de incompetência”.


Traduzindo este princípio, uma pessoa é promovida ou colocada em novos cargos até atingir um ponto em que é incapaz de ter um desempenho igual ou superior ao que vinha demonstrando. Neste ponto, ou a pessoa fica encostada/esquecida no cargo ou então é substituída por outra, e isso vale inclusive para nós mesmos.



O exemplo mais clássico disso é o caso de pessoas que começaram como auxiliar/assistente na empresa e param em um cargo de supervisão/coordenação, ficando muitos anos nesta função. Ou ainda o caso do vendedor que é o melhor da equipe e bate todas as metas, até que alguém decide promovê-lo a coordenador/gerente de vendas, e a pessoa não tem nenhuma habilidade para coordenar uma equipe, o que gera frustração e queda de desempenho.



A partir do princípio de Peter, chegamos a mais duas observações:



1 - Com o tempo, cada função tende a ser exercida por um funcionário que é incompetente para realizar suas próprias atividades.



2 - O trabalho é realizado por funcionários que ainda não atingiram o seu próprio nível de incompetência.



Além dos pontos acima, Peter ainda destaca que a supercompetência (ser muito bom no que faz) é mais combatida ainda do que a incompetência. O autor inclusive cita exemplos de professores universitários que, por serem muito bons, são pressionados para fazerem um trabalho pior, pois fazem os outros professores ficarem “mal vistos”.



Assim, podemos concluir que os seguintes fatores geram o grande número de chefes incompetentes nas empresas:



- Os próprios chefes não tem capacidade de fazer as suas atividades de gerenciamento/liderança, e também não tem conhecimento técnico na área que atuam;

- Chefes incompetentes tendem a contratar pessoas iguais, ou piores, do que eles mesmos, para não se sentirem ameaçados e se sentirem superiores.



Com isso, concluímos que, apesar do discurso de várias empresas e das áreas de RH sobre contratar e treinar melhor as pessoas, na prática ainda existe muita gente ruim ocupando cargos de chefia/liderança.  Isso ocorre naturalmente, pois as pessoas alcançam um nível em que não conseguem evoluir amadurecer mais, e também por conta de pessoas ruins contrarem pessoas ainda piores, criando um "ciclo vicioso", com pessoas cada vez menos preparadas para as tarefas.
"A incompetência do meu chefe é uma inspiração de que, um dia, alguém tão incompetente quanto eu pode ser o chefe"



Para nós funcionários, existem três caminhos: se submeter a esta situação e continuar no emprego/sistema; empreender, virando seu próprio chefe; ou atingir a independência financeira, que vai te permitir escolher ser funcionário ou chefe.



E vocês, já passaram por situações ruins com seus chefes? Deixem nos comentários as experiências ruins, ou boas, com chefes.



Sucesso



Abraço

P.S.: Para acompanhar a leitura deste texto, uma música do grande Johnny Cash - The Man Comes Around